sábado, 8 de agosto de 2009
Corruptissima in republica plurimae legis

Corruptissima in republica plurimae legis
Tácito, (55 - 120 d.C.),
Ou seja:
As leis abundam nos estados mais corruptos
Leia o texto
MEMÓRIAS PROFÉTICAS:
“A corrupção, na República, ocorre quando os interesses particulares invadem o domínio público, através de seus representantes e da elite dirigente.” Hannah Arendt
“No Brasil, é assim: quando um pobre rouba, ele vai para a cadeia, mas, quando um rico rouba, ele vira ministro.” Luiz Inácio Lula da Silva (atual presidente da República Federativa do Brasil)
“Se o governo perde a decência, o povo perde a paciência.” Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República Federativa do Brasil)
“Contra o escândalo, não faça qualquer movimento se não tiver a certeza de que vai aniquilá-lo; do contrário, ele retornará ao ataque mais furiosamente do que nunca.” Sébastian-Roch de Chamfort
“O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.”Apparicio Torelly, Barão de Itararé
"No Brasil conjuga-se o verbo furtar em todos os tempos, em todos os modos, em todas as pessoas". Padre Antônio Vieira (1608-1687)
“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção de seus princípios”. MONTESQUIEU, Barão de (Barão de La Brède e de Charles de Secondat (1689-1755)
“O cúmplice do crime de corrupção é em geral nossa própria indiferença.” Bess Myerson
Combata a Corrupção
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO

Escrito por um experiente especialista em desenvolvimento e acompanhamento de projetos de investimentos do Banco Mundial, O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO (Ediouro, 2004) é uma leitura obrigatória para qualquer um que se interesse por economia. Apesar de bastante técnico, o livro pode ser lido e entendido por qualquer leitor mediano. A prosa de Willian Easterly é acessível. O estilo do autor chega mesmo a ser elegante, pois, através de pequenas e tocantes histórias dos amigos anônimos, ele dá voz a milhões de esquecidos ao redor do planeta.
O primeiro capítulo introduz o leitor num mundo bastante desagradável. Evidentemente o livro foi originalmente concebido para despertar o interesse de leitores do primeiro mundo. Afinal, como terceiro mundistas, estamos perfeitamente cientes e conformados com as estatísticas aterrorizantes que fazem parte do cotidiano dos países pobres. Vale a pena prestar bastante atenção na passagem em que é abordado um fenômeno bem conhecido do Brasil:- o crescimento econômico com aumento das desigualdades sociais. O que prova que a melhora da vida da população de baixa renda não é diretamente proporcional ao sucesso de uma economia.
No capítulo seguinte, o autor analisa todos os mecanismos utilizados até hoje para produzir o crescimento econômico no terceiro mundo. Suas conclusões são desanimadoras. Ao final de sua análise ele conclui que “Não deveríamos tentar estimar a quantidade de investimentos de que um país necessita para determinado índice de crescimento visado, pois entre investimento e crescimento não existe uma ligação estável”.
Ao contrário, o fracasso de todas as abordagens dadas pelos organismos mundiais de fomento econômico, provam que Solow estava certo, pois “no longo prazo a única fonte de crescimento possível é a mudança tecnológica.” A chave para entender o terceiro capítulo é a teoria dos rendimentos decrescentes, que pode ser enunciada da seguinte maneira “não é possível aumentar indefinidamente a produção aumentando indefinidamente um ingrediente da produção em face de outro. Quando você aumenta o número de máquinas em relação aos trabalhadores, o rendimento de cada máquina tornar-se-á cada vez mais baixo.”
A educação, que parece ser o fundamento do crescimento, também esbarra num problema. A falta de incentivo para a aquisição de capacitação. Sugerimos ao leitor uma atenção especial a este capítulo. Afinal, o drama brasileiro está diretamente relacionado a esta questão, pois nos últimos dez anos o país vivenciou uma verdadeira explosão do setor educacional. Contudo, nem por isto logramos crescer de maneira a absolver toda a mão de obra especializada que é despejada no mercado pelas escolas técnicas e universidades (públicas e, principalmente, privadas).
O problema educacional é formulado da seguinte maneira pelo autor “Se não se apresentam os incentivos para investir no futuro, de pouco vale a expansão da educação. Fazer o governo obrigar os indivíduos a freqüentar a escola não muda os incentivos deles para investir no futuro. Criar pessoas altamente capacitadas em paises cuja única atividade rentável é fazer lobby junto ao governo pela obtenção de favores não é a formula do sucesso. Criar capacidades onde não existe tecnologia para usá-las não promoverá o crescimento econômico.”
Para o autor a escolaridade “...só rende dividendos quando as ações governamentais criam incentivos ao crescimento e não à redistribuição.” Se Willian Easterly estiver certo, ninguém deve estranhar o fato da economia brasileira estar encolhendo. Afinal, em razão de sua proposta de redistribuir renda, o governo Lula afugentou os investimentos internacionais que poderiam empregar a mão de obra especializada formada e em formação. Em razão de suas preocupações sociais o PT não poderia mesmo fomentar o crescimento, mas apenas a paralisação ou a retração da economia nacional. O paradoxo é evidente:- quanto maior a preocupação social do governo mais desgraça social ele provoca ao desestimular o crescimento econômico.
A explosão demográfica seria o fator preponderante para o empobrecimento do terceiro mundo? A resposta tradicional é sim. O autor demonstra, entretanto, que o controle da natalidade não produz o crescimento econômico porque o desenvolvimento tecnológico é capaz perfeitamente capaz de superar a suposta carência produzida pela explosão demográfica. Nas palavras dele “...A população global praticamente dobrou entre 1960 e 1998, mas a produção de alimentos triplicou durante o mesmo período, tanto nos países ricos quanto nos pobres. Longo de vermos o aumento da escassez de alimentos, vimos os preços dos alimentos caírem praticamente à metade durante as últimas décadas.”
O argumento irrefutável que utiliza defender o aumento populacional é o seguinte “...A principal razão dos problemas financeiros do seguro social na maioria dos paises ricos é o crescimento populacional ter sido freado, o que baixou a proporção entre os trabalhadores que pagam impostos e os aposentados que recebem benefícios.” Não precisamos ser especialistas para concluir que esta conclusão se aplica perfeitamente ao Brasil, que vê seu sistema previdenciário se arruinar à medida que a população cresce mais lentamente.
O não pagamento da dívida externa foi uma das principais bandeiras de luta do PT. A “famigerada dívida inexistente” era considerada o fundamento da dependência e do atraso nacional, um verdadeiro instrumento de dominação do capitalismo imperialista americano.Agora que ocupam o Palácio do Planalto e a Esplanada dos Ministérios, os petistas se mostraram ferrenhos defensores de ajustes financeiros e do pagamento da dívida externa. Portanto, parece que as lideranças petistas trocaram O ESTADO E A REVOLUÇÃO de Lênin por O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO de Willian Easterly. Não fosse o discurso de redistribuição de renda de Lula o projeto petista poderia não ter naufragado.
É preciso deixar bem claro, contudo, que o autor não credita à incompetência, desonestidade e má-vontade dos líderes terceiros mundistas toda a culpa pelo desenvolvimento não ter acompanhado o endividamento. Na verdade o FMI e o Banco Mundial não avaliavam a seriedade e a honestidade dos governos tomadores de empréstimos, premiando os administradores diligentes e competentes e limitando o crédito aos perdulários e corruptos. Assim, ao emprestar dinheiro para incompetentes e corruptos o FMI e o Banco Mundial incentivaram justamente a estagnação econômica, ou seja, o contrário do que pretendiam.
Além dos capítulos resenhados O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO tem vários outros. Na verdade o livro é composto de 14 capítulos. Na segunda metade da obra são debatidas questões como:- o poder da tecnologia (a destruição criativa), corrupção e crescimento, governos que aniquilam o crescimento, etc. Como a tese principal de Easterly é que “as pessoas respondem a incentivos”, encerraremos nossa resenha neste ponto. Assim, os leitores se sentirão tentados a adquirir o livro para satisfazer sua curiosidade. E olhem que vale a pena.
Fábio de Oliveira Ribeiro
508 anos de corrupção

O ataque aos cofres públicos não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, mas nos acompanha desde o dia do nosso descobrimento
(1) Uma das conclusões falsas é que a corrupção é um fenômeno tipicamente brasileiro. Não é. Ela existe desde muito antes do descobrimento do Brasil e sempre esteve presente em muitas nações e em vários momentos da História. A ONG Transparência Internacional, em outubro de 2004, traz uma espécie de ranking da roubalheira em 146 nações pesquisadas.
(2) A lista começa pelos países menos corruptos e caminha progressivamente para os mais desonestos, e o Brasil aparece em 59º lugar. Os primeiros são nações com alto grau de desenvolvimento humano e distribuição de renda mais equilibrada. A Finlândia encabeça a lista, como o país menos corrupto do mundo. Nos últimos lugares estão países subdesenvolvidos e com péssima distribuição de renda, como Haiti e Bangladesh.
(3) Fica claro que o subdesenvolvimento é um dos fatores importantes para o aumento da corrupção. Países subdesenvolvidos, além do tradicional abuso de poder e outros quesitos, têm fatores institucionais que favorecem a prática, como o excesso de regulamentações. Esse emaranhado de leis, muito apreciado por certos políticos, traz embutido o velho método de criar dificuldades para vender facilidades.
(4) E já na fundação da nossa primeira capital há um exemplo claro de roubalheira, com superfaturamento na construção de Salvador, por empreiteiras, entre 1549 e 1556. Prática que se alastrou inclusive durante o período de ocupação holandesa, tido erroneamente por muitos como um governo "limpo".
(5) Como boa tradição ibérica, além do envio dos degredados ao Brasil, a corrupção não poderia deixar de continuar com a chegada da família real portuguesa, inculta e grossa, em 1808. Dom João VI é tratado pelos historiadores como sujo e balofo, grosseiro no trato com as pessoas. No tempo em que esteve no Brasil, de 1808 a 1821, a corrupção se alastrou consideravelmente.
(6) A República não mudou muito essa história. Tanto a desonestidade continuou que as mudanças radicais de governos sempre tiveram entre as causas motivadoras - pelo menos nos discursos - o combate à corrupção. Desde o governo Jânio Quadros, eleito tendo como símbolo uma vassoura, que seria usada para "varrer" os corruptos do governo anterior, quase todos que ocuparam o poder pela via eleitoral falavam em combate à corrupção do seu antecessor. Fernando Collor de Mello combateria a corrupção de José Sarney, Fernando Henrique Cardoso combateria corrupções anteriores e Lula viria a acabar com a corrupção do período FHC.
(7) Hoje, para o sujeito resolver alguma coisa, até para sair de uma fila do INSS, encontra seus artifícios de amizade, de um presente ou de um favor. Isso é considerado um processo de suborno. O suborno não é um problema de valor, é a relação estabelecida". É comum ver as pessoas atribuírem o problema da corrupção à “má índole do povo brasileiro” ou até mesmo à famosa “lei de Gerson”, segundo a
qual deve-se sempre “levar vantagem em tudo”.
Como dizia o ex-ministro Paulo Brossard no tempo do fim da ditadura: "A democracia no Brasil é relativa, mas a corrupção é absoluta".
Texto: Mouzar Benedito
Antes de morrer de gripe suína, você poderá morrer de outras epidemias mais graves
Causas da Morte Agrupadas e Classificadas pela CID-10 Ocorrências
Dados de 2000
--------------------------------------------------------------------------------
1 Doenças do coração 197031
2 Neoplasias 120493
3 Doenças cerebrovasculares 84688
4 Morte sem assistência médica 78662
5 Sintomas, sinais e achados anormais clínicos e laboratoriais 54450
6 Agressões 45343
7 Diabetes mellitus 35280
8 Doenças crônicas das vias aéreas inferiores 33707
9 Acidentes de transporte 29640
10 Pneumonia 29345
--------------------------------------------------------------------------------
Fonte: MS/Secretaria de Vigilância em Saúde - Sistema de Informações de Mortalidade (SIM)
Em 2005, houve 127.563 mortes em decorrência das assim chamadas causas externas. Dessas, 106.651 (84%) foram em homens, e as demais 20.912 (16%) em mulheres. A principais causas de morte foram por homicídio (37,3%), acidentes associados ao transporte (28,7%), suicídio (6,7%), quedas (5,4%) e afogamentos (4,8%). As demais causas não ultrapassam um por cento.
Na Guerra do Vietnam
Baixas americanas: 57.685 KIAs (mortos), 153.303 feridos e inválidos, 587 POWs (prisioneiros de guerra) e 2.500 MIAs - soldados perdidos em ação.
Se considerarmos a soma de mortes violentas (127.563) no Brasil, temos mais mortos por ano que todos os soldados norte-americanos mortos na Guerra do Vietnam (1963 - 1975). Ou mais exato, duas Guerras do Vietnam por ano!!!
Isto sim é uma epidemia. Agora compare com estes dados:
Situação epidemiológica da nova influenza A(H1N1) no Brasil, 2009
Dados de 2000
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1 Doenças do coração 197031
2 Neoplasias 120493
3 Doenças cerebrovasculares 84688
4 Morte sem assistência médica 78662
5 Sintomas, sinais e achados anormais clínicos e laboratoriais 54450
6 Agressões 45343
7 Diabetes mellitus 35280
8 Doenças crônicas das vias aéreas inferiores 33707
9 Acidentes de transporte 29640
10 Pneumonia 29345
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Fonte: MS/Secretaria de Vigilância em Saúde - Sistema de Informações de Mortalidade (SIM)
Em 2005, houve 127.563 mortes em decorrência das assim chamadas causas externas. Dessas, 106.651 (84%) foram em homens, e as demais 20.912 (16%) em mulheres. A principais causas de morte foram por homicídio (37,3%), acidentes associados ao transporte (28,7%), suicídio (6,7%), quedas (5,4%) e afogamentos (4,8%). As demais causas não ultrapassam um por cento.
Na Guerra do Vietnam
Baixas americanas: 57.685 KIAs (mortos), 153.303 feridos e inválidos, 587 POWs (prisioneiros de guerra) e 2.500 MIAs - soldados perdidos em ação.
Se considerarmos a soma de mortes violentas (127.563) no Brasil, temos mais mortos por ano que todos os soldados norte-americanos mortos na Guerra do Vietnam (1963 - 1975). Ou mais exato, duas Guerras do Vietnam por ano!!!
Isto sim é uma epidemia. Agora compare com estes dados:
Situação epidemiológica da nova influenza A(H1N1) no Brasil, 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Para onde vai o US$
O sujeito se chama Marc Faber. Ele é Analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00."
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan...
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
“Estou fazendo a minha parte...”
Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:
"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior."
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00."
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan...
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
“Estou fazendo a minha parte...”
Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:
"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior."
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília
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